INOX, UM MATERIAL IDEAL PARA APONTAMENTOS

A Arquitectura usa e abusa do inox, hoje em dia, mas estou certa de que se trata de uma tendência que vai passar de moda. Porquê? Quando pensamos em mobilar a nossa casa pensamos sempre em peças resistentes ao tempo em termos estéticos e também no que diz respeito às condições físicas do próprio móvel. E aquilo que é hoje uma moda passageira, que enche a montra de algumas lojas, depressa enfastia quem passa por aquela peça todos os dias e observa o seu rápido desgaste.

Além disso, trata-se de um material que, a longo prazo, dá problemas e quem tem casas perto do mar sabe bem do que estou a falar. Se tivermos em conta as orientações que nos dá o Feng Shui percebemos que a utilização em grande escala de um material frio, industrial e até desagradável ao toque, como é o caso do inox, não é de todo recomendada. Aposte no inox para os detalhes, use-os nos apontamentos, como é o caso dos puxadores das portas ou das pernas das mesas e cadeiras.

Na ANTARTE fazemos questão de criar móveis cujo conceito está dentro das últimas tendências internacionais mas que respeita a tradição do fabrico de mobiliário português, que é de uma grande qualidade e que tem raízes antigas nesta zona do país. A ideia é sempre desenvolver móveis que adore por muitos e muitos anos e que possa conjugar com todos os ambientes que venha a adoptar quando quiser mudar.

E isso só é possível com um bom design e com materiais de qualidade, como as madeiras, por exemplo: um material que não enferruja e que envelhece, como nós, sempre bem, trazendo visíveis as linhas de um tempo bem vivido. Estou certa de que todas as mulheres, que são mais atentas a estes pormenores, concordarão comigo. Pense nisso antes de investir naquelas peças fundamentais para o espaço de uma sala ou um quarto.

A ENERGIA NATURAL DA ÁGUA NAS CURVAS HORIZONTAIS E UM POUCO DO MAR NA SUA DECORAÇÃO

Mais uma semana passou de forma tão rápida, que acabam por ser muitas as coisas de que lhes queria falar sem que, na realidade, o consiga, por não ter tempo algum! Não posso é deixar de lhes falar da minha peça favorita da última página de tendências da ANTARTE. Adorei a inspiração Curvy, sobretudo porque tem muita relação com todo o trabalho que desenvolvemos na ANTARTE no que diz respeito às técnicas de Feng Shui, junto dos nossos clientes. Aqueles que, ao verem a nossa Página Curvy Look ANTARTE desta semana, pensaram imediatamente na espiritualidade e em ambientes ligados à natureza acertaram na mouche!

A forma horizontal curvada é a expressão da mudança constante do feminino e da energia da água. As curvas estão associadas à cor azul e remetem para imagens e sons precisos e naturais, como o movimento da água que cai sobre as pedras ou o fluir ritmado de um rio. É com o objectivo de respeitar e tornar o espaço propício a esse fluir de energia natural que as peças de algumas das colecções da ANTARTE se afirmam nas suas linhas curvas e femininas.

Saliento ainda as peças de decoração que escolhemos para integrarem as nossas tendências desta semana, com um apontamento de cor azul esverdeado, a provar que, às vezes, são esses detalhes imperceptíveis que, no todo, fazem a diferença: os pormenores de acabamento inspirados na flora marítima trazem um pouco do mar, na sua textura e cor, para dentro de casa. Adoro!

DECORAR A CASA DE UM DRAGÃO: O LUXO POR EXCELÊNCIA

Entusiasta, independente, ousado, exuberante, assim se caracteriza o nascido no Ano do Dragão. Agora que iniciamos o Ano do Ch’en (nome chinês), vale a pena fazer um pequeno apanhado daquelas que são as características fundamentais que distinguem aqueles que nasceram sob este signo chinês. E para aqueles que ainda não se orientaram bem com estas datas, fica uma pequena tabela que vai resolver o problema de uma vez por todas.

Cada signo traz consigo aspectos positivos, com os quais podemos trabalhar, através do Feng Shui, para criar um espaço harmonioso. Depois de vários anos à frente das tendências de decoração e mobiliário na ANTARTE sinto-me confiante a dizer que isso significa coisas diferentes para pessoas diferentes.  E o que é harmonioso para um é um verdadeiro desconforto para outro. O que muitas pessoas desconhecem é que isso se deve em grande parte à nossa energia e ao nosso signo.

Voltando ao tema de hoje, a casa de um Dragão é marcada por um gosto requintado, que prefere peças criativas àquilo que normalmente consideramos o conforto, no seu sentido mais tradicional. O Dragão responde ao apelo do espaço: é em ambientes grandes e vistosos que se sente confortável. O Dragão é um anfitrião por excelência e tem prazer em receber os amigos, com os quais gosta de partilhar os seus luxos.

Ao desenhar um ambiente para ser vivido por um nascido no ano do Dragão há uma regra de ouro a respeitar em todos os pormenores: serão sempre espaços em que o verdadeiro luxo define esteticamente o ambiente e em que podemos abusar da carga dramática nas composições que escolhemos, optando mesmo por peças mais vistosas, porque ele vai sentir-se confortável e em casa.

PATCHWORK PARA DAR ASAS À IMAGINAÇÃO

As tendências da ANTARTE desta semana foram um excelente exemplo de como o romântico não é o mesmo que básico e tradicional. Ou aborrecido.

Como transformar uma peça moderna num móvel absolutamente personalizado para condizer com a sua personalidade? O truque é deixar-se levar pela técnica do patchwork para trazer um elemento mais arrojado à sua decoração, ao mesmo tempo que recicla uma peça velha e desactualizada. O resultado é sempre único e abre espaço a combinações infinitas.

O cadeirão Milano, que eu me recorde, já foi transformado de tantas maneiras que ficou quase irreconhecível e na fábrica da ANTARTE, no momento de o embalar para realizar a entrega em casa do cliente, ninguém o queria deixar ir. O facto de se tratar de uma peça inteira e com linhas curvas, faz com que seja o móvel ideal para trabalhar ao nível da personalização, com tecidos surpreendentes, em termos de texturas e também de cores.

Quem sabe se esta não é a solução perfeita para o velho cadeirão que tem lá por casa ou para as almofadas que já a aborrecem no sofá? Não há nada melhor do que ter a imaginação como limite e criar sem complexos, com irreverência e sentido de humor.

“AS PALAVRAS INTERDITAS”, DE EUGENIO DE ANDRADE

Há palavras que nos parecem ser, de facto, “interditas”. Sobretudo, as palavras sobre o amor. No Dia dos Namorados, vale a pena lembrar que uma das melhores formas de mostrar à pessoa que amamos que não temos palavras para lhes dizer o quanto, é através da poesia.

Este poema de Eugénio, que a Margarida Carvalho lê neste vídeo para o programa “Um poema por semana” é um dos meus preferidos.

CORES ROMÂNTICAS: VÁ ALÉM DO VERMELHO

Se nos dedicarmos a observar as pessoas e a procurar saber mais sobre a influência das cores e tonalidades no nosso dia-a-dia, em termos de estado de espírito, assim como em termos de comportamento de consumo, depressa percebemos que as cores dos objectos e dos ambientes que nos rodeiam estão na origem de muitos desejos. Porquê falar das cores quando se aproxima o Dia dos Namorados? Porque apesar de normalmente se escolher o vermelho para assinalar esta data, a cor foi adoptada recentemente pelo comércio para ilustrar o sentimento amoroso.

Trata-se de uma cor bastante forte e agressiva, com fortes influências, actuando na produção de adrenalina e no movimento, impulsionando à acção. É por esse motivo que encontramos a cor vermelha aplicada a cadeias de fast-food, por exemplo. Repare na próxima vez que for jantar junto a alguém ou, sobretudo se o fizer directamente em frente a essa pessoa, que traz vestida uma camisola vermelha. Vai comer muito mais do que o habitual, quase sem dar conta. O vermelho estimula o apetite, acredite!

Quando escolher cores românticas pense além do vermelho típico, que se convencionou ser a cor da paixão e do fogo do amor. É claro que o que são ou não cores românticas para cada indivíduo vai depender do seu signo e isso deve ser tido em conta quando pintamos a parede da nossa casa ou quando escolhemos as cores da roupa de cama para o quarto. Mas, no geral, não há como cair em erro com cores soft e orgânicas, como o azul bebé, o rosa pálido, os tons pastéis amarelos ou brancos.

DICAS PARA UM CENTRO DE MESA LOW COST PARA UM JANTAR A DOIS

A crise é inegável e porque todos procuramos moderar os custos sem deixarmos de celebrar as datas importantes, muitos de nós preferem a intimidade de um jantar confortável em casa e o toque pessoal que isso nos permite dar aos detalhes na preparação dessa noite. Nada como um jantar a dois, para celebrar o Dia dos Namorados, com um centro de mesa nada dispendioso que transformará por completo o ambiente.

Pessoalmente, tenho extrema dificuldade em utilizar flores reais para decorar a casa. Hoje em dia, temos tantas soluções alternativas e elegantes, em termos de arranjos artificiais ou plantas que se dão bem dentro de casa, que a longo prazo nos permitem inclusivamente poupar algum dinheiro e que são mais ecológicos, que não acredito que faça sentido cortar flores.

O meu truque para acrescentar aquele brilho especial a um simples arranjo floral artificial? Costumo incorporar algumas velas sem cheiro ao conjunto, que aquecem imediatamente e de forma romântica o ambiente. Mas isso não é tudo, claro, há um truque especial. É que, se estamos a falar de velas, é necessário distinguir entre as modernas, que não são nada amigas do ambiente, e que se vendem na maioria das lojas, e aquelas que, seguindo ainda uma tradição antiga, são feitas de parafina natural, duram mais tempo, são ecológicas e, inclusivamente, se tornam mais agradáveis durante um jantar. A diferença é nítida até na hora de as apagar: as velas feitas de parafina, apesar de serem mais dispendiosas, apagam-se com mais facilidade e não deixam aquele cheiro a queimado que se espalha pela casa toda.

Outra dica pessoal que deixaria aos nossos leitores é uma sugestão também interessante, que liga os sentidos ao apelo visual: porque não utilizar especiarias no seu centro de mesa? Recomendo em especial a canela e a hortelã, integradas na própria refeição ou apenas espalhadas de forma elegante ao longo da mesa, ou em torno de uma vela.

São ideais para decorar mas também para usar numa infusão partilhada a dois, (o frio pede mesmo uma bebida quente para aquecer) para saborear junto à lareira e longe da confusão.